Só hoje eu fui me dar conta de que já tem algum tempo que eu abri duas sessões novas no blog e nem mexi nelas. Mas não foi à toa: minhas leituras constantes têm enchido a cabeça de ideias mirabolantes e, com isso, não têm deixado tempo para outras coisas.

Uma das melhores coisas que a leitura proporciona é essa viagem, esse desligamento do mundo real e o ingresso em um mundo imaginário que é – sem dúvidas – muito melhor. Mas para essa viagem acontecer em sua melhor forma, é necessário que o guia (no caso, o autor ou a autora) consiga te seduzir com as palavras.

Foi assim que surgiu esse novo Um último TOP (ou não): as 5 escritoras brasileiras mais… fascinantes, da atualidade. Já aviso: não quero dizer que elas são “as melhores” ou mesmo que eu gosto de tudo que elas escrevem integralmente (isso pra mim é falta de senso crítico), mas que eu realmente aprecio o que elas escrevem e/ou como escrevem.

5 – Liliane Prata


Desculpa se a sua adolescência foi triste e você não teve aquela oportunidade única de ler a revista Capricho, mas foi lá que eu comecei a ter certeza que eu queria fazer jornalismo – ou melhor -, que eu queria escrever. A coluna dela era a primeira coisa que eu procurava na revista, antes mesmo de me importar com o que dizia na capa. Eram crônicas, nada demais, mas era de uma escrita tão gostosa que, quando acabava, deixava aquela coisa de “quero ler mais, muito muito mais”. Quando eu parei de assinar a revista, a coluna tinha sido reduzida a um box chamado “bolinha aleatórias”, que não faziam – mesmo! – juz ao trabalho dela. E a verdade é que eu nunca mais nem folheei uma Capricho, mas já li os textos dela aqui. Ela já lançou alguns livros (os mais conhecidos: O Diário de Débora, O Diário de Débora 2, Uma Bebida e Um Amor Sem Gelo, Por Favor), dos quais eu só li um, mas que manteve o bom nível dos textos.

4 – Martha Medeiros

Se tem uma coisa que precisa ser dita à meu respeito é que quando eu gosto de uma coisa eu corro atrás. Muito! E foi assim que conheci o trabalho de Martha Medeiros. Assumo: foi só depois de assistir Divã (adorei!) e ver o livro perdido aqui em casa, o que não tem muito tempo, que saí feito louca atrás dos textos dela. Em uma tarde, li Divã e Doidas e Santas. E amei. Mas a paixão continuou com a leitura do blog da escritora. É o tipo de texto que, realmente, vale à pena acompanhar. Sem contar que os temas são os mais variados possíveis de uma forma leve.

3 – Mayra Dias Gomes

Gosto mesmo. Não nego nem por um segundo. (Se é que ainda não deu pra perceber, visto que – bem aqui e aqui – tem uma crítica sobre o primeiro livro dela e uma entrevista na época do lançamento do segundo, respectivamente.) Veja bem: Mayra tem quase a mesma idade que seus leitores (eu, inclusive), e fala da realidade que a grande maioria vive, sem hipocrisias-de-Malhação. E, não bastando, ela escreve de um jeito intimista, que chama ainda mais a atenção do leitor. Atualmente assina uma coluna quinzenal na FolhaTeen do jornal Folha de S. Paulo, chamada Na estrada (e que eu recomendo muito) e tem um blog (que eu realmente não recomendo, se quiser ler textos dela, visite o arquivo do fotolog que apesar de mais “imaturos” eram muito mais interessantes e, até mesmo, bem escritos). Mas aviso: em geral, os textos são densos e carregados de sentimentos que podem assustar.

2 – Tati Bernardi

Foi amor à primeira vista, ou melhor, à primeira “lida”. Não tem muito tempo, não, comecei a ler no fim de semana. E já devorei, assim, todos os textos do site (e olha que são muitos), fora um ou outro trecho de livro que encontrei na internet. Pois é, ela já tem quatro livros lançados e eu nem sabia quem ela era (vergonha!). Mas, antes tarde do que nunca,  tê-la descoberto foi uma daquelas surpresinhas deliciosas que acontecem sem querer. (Tem mais uma coisa que precisa ser dita à meu respeito: sou do tipo que me rendo facilmente à frases que traduzem perfeitamente algum momento da minha vida.) Além dos textos no site, ela comanda um blog no Viaje Aqui da Abril, falando sobre São Paulo (conquistou, sério!). E, se ainda não ficou claro, quanto mais o estilo textual se aproxima da crônica, mais fácil de me seduzir.

1 – Mel M.

Você que frequenta esse blog – ou que entrou aqui nas últimas semanas – sabe quem é ela. Ela é a responsável pelos meus maiores números de acesso, ela e o blog “controverso” que comanda. Por que, de verdade, quem ainda não ouviu falar de Fucking Mia? Tá bom, um pouco menos talvez. Mas essa menina (me-ni-na mesmo) de 23 anos está, realmente, abalando a internet. Se você (ainda) não sabe, lê aqui. E ela não tá em primeiro lugar porque virou amiguinha não, tá certo?! É porque, realmente, tem que ser muito boa pra continuar um romance em um blog; tem que ser muito boa para manter, aproximadamente, 1500 acessos diários em um blog que não tem – praticamente – divulgação; tem que ser muito boa pra fazer os leitores perderem o fôlego, xingarem e voltarem para ver como continua a história. E ela escreve muito bem, seja no Fucking Mia, seja no blog pessoal. E o diferencial é que os textos, em geral, são leves e animadores (não no estilo Pollyana, mas numa verdade sem pessimismos). Fora que eu adoro brincar com ela porque ela assina Mel M. e eu assino Liz M..

Menção honrosa (oculta)

Não, eu não fiquei louca, nem deu problema na hora de carregar a imagem. Acontece que existe uma outra escritora que, realmente, merecia estar nesse TOP, com foto, nome e links. Mas não pode, por motivos que não convém entrar no mérito. Só que pra justificar o porquê de, mesmo assim, ela estar aqui listo as semelhanças: ela escreve tão bem quanto as 5 aí de cima;  ela gosta de provocar, como a Mel M.; ela tem uns “momentos brilhantes” como a Tati Bernardi; ela tem muito em comum com a Mayra Dias Gomes; eu corri atrás de muita coisa que ela escreveu, assim como da Martha Medeiros; ela também me fez querer – muito – escrever e me motivou (sem saber) no jornalismo, como a Liliane Prata (além delas terem algum tipo de contato “em algum momento do passado”). Ela existe, eu juro! E sei que muita gente que ler vai saber direitinho quem é. Mas eu, eu, euzinha, não vou dizer o nome dela. (Ainda tenho amor à minha vida e aos dentes que tenho na boca).

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