Realmente, hoje é muito mais fácil ser “jornalista”. Olha o tamanho dessa internet e a velocidade com que as coisas se espalham, a velocidade com que você consegue encontrar qualquer coisa, por mais bizarra que ela seja. Não tem muito tempo eu estava lendo “Juliet, Naked”, do Nick Hornby, e uma frase me chamou atenção:
- Everyone has their own website.
- Is that true?
- I think so. Nobody gets forgotten anymore. Seven fans in Australia team up with three Canadians, nine Brits and a couple of dozen Americans, and somebody who hasn’t recorded in twenty years gets talked about every day. It’s what the Internet’s for. That and pornography.
Essa é a verdade: com a internet ninguém mais fica esquecido. Basta juntar uma meia dúzia de pessoas que gostem de algo e essa coisa poderá ser lembrada e discutida todos os dias. O que não significa que todo conteúdo virtual é bom. Muito pelo contrário, a grande maioria não passa de tentativas de fazer algo prestável.
Há, mais ou menos, um mês, meus passeios virtuais têm me levado constantemente à blogs e sites sobre livros e literatura. Desde que eu comecei a coluna no Subtítulo, tenho passeado pelos parceiros e conhecido cada vez mais pessoas que, assim como eu, adoram ler e falar sobre livros e coisas nerds assim.
Mas, até nesse meio, tem pessoas que me deixam negativamente boquiaberta. Desde pequena ouço meus professores dizendo que para aprender a escrever, você precisa ler. Ler muito, ler incansavelmente. Então, para mim, pessoas que lêem adquirem um ponto a mais porque, em geral, sabem escrever ou pelo menos formular frases corretamente. O que se provou uma grande balela.
Mais de uma vez li por aí textos que poderiam ser realmente bons, com uma premissa bem estabelecida, mas que não fazem sentido. Textos que se contradizem e que provocam “vergonha alheia”, naqueles que são críticos como eu (ou até naqueles que só se importam com coisas bem feitas). Mostrei um desses textos à um amigo e tudo que ele disse foi “isso depõe contra o site, sabia?” e é verdade. Um site muito bom que permite um texto daqueles, acaba sendo taxado de “ruim”.
Nessa jornada pela internet também conheci várias coisas novas. Alguns memes, alguns novos formatos de “texto” e algumas “atividades”. Conheci, no blog da Mary Paixão, o tal Booktour e estou apaixonada pela ideia. Acontece assim: uma editora, autor ou mesmo uma outra blogueira, seleciona um grupinho de pessoas que tem blogs para circularem um livro, lerem e postarem suas resenhas. E eu tô tentando me aventurar nessa. Estou esperando a resposta de um (que não vou entrar em detalhes agora, para não dar azar) e, ao mesmo tempo, pensando em como é feita essa escolha.
Entendo que para editoras/autores a visibilidade que o blog ou site tem (número de acessos, seguidores, essas coisas) é importante, pois dá uma certa “garantia” de que o produto que estão trabalhando atingirá um número maior de pessoas. Mas, por outro lado, como essas pessoas aceitam que seus trabalhos sejam colocados nas mãos de pessoas que podem, assim como disse ali em cima, “depor contra você”. Entende?
À partir do momento em que este blog “evoluir” (o que deve acontecer muito em breve), além de uma pequena reformulação no conteúdo, vocês poderão esperar grandes novidades. Teremos colunistas, mais posts, mas sem perder o cuidado de trabalhar com o melhor que podemos. É necessário sempre manter a qualidade. E eu espero que, realmente, dê tudo muito certo.